House poems

Este blog é só para quem gosta de escrever. Publicarei todos os originais enviados.

sábado, abril 01, 2006

A(O)s Escolha(o)s

Escolhi a vida,

Porque a vida me dá

A memória da memória

E eu quero tê-la!

Escolhi o Amor,

Porque o Amor é vida

E nasce e renasce

Em cada acto escondido

Que de tanto proibido

O julgamos apagado.

Escolhi Amar,

Porque Amar é acreditar

Que não estou só

Que me confundo no Sol

Porque nas sombras não estou.

Escolhi a alegria,

Porque estou e sou “Alegre”,

Porque estou atenta

“ao vento que passa”

Em cada praça portuguesa

Onde se cantam canções.

E hoje,

Numa praça sem ilusões

Vou sonhar

Que a alegria venceu

Que cada português é poeta

Do espírito português.

E vou sonhar

Que o teu olhar transparente

Em que as palavras se enlaçam

Com o vigor da poesia,

Quando os teus olhos me dizem

Luto porque acredito

Nos Homens

Luto porque sou português.

E no meio de tanta escassez

Não me esqueço

Que a fome não é só minha

E não quero mendigar,

Porque só mendiga

Quem nada tem

E eu tenho tudo

Mas continuo com fome

De amor e de justiça

E essa ânsia de pão

Só me aumenta a razão

Das batalhas dos cravos

E dos amores

Que não são perfeitos

Eu sei,

Mas são sinceros

E sentidos,

Como a poesia que faço

Como o grito que ela tem

E por isso,

Estou contigo amigo

E vou continuar a estar

Em cada gesto e palavra

Que seja para acordar

As memórias enfraquecidas

De um povo de brandos costumes

Assalariado às ordens

De regras não menstruais,

Que se cumprem

Não com a lua ou a maré

Mas apenas com a tristeza

De ninguém saber quem é.

E hoje digo e redigo

Que enquanto alguém cantar

A canção da alegria

Nesta pátria de Camões

Haverá sempre uma praça

Em que no silêncio

Da fome ou da fartura

Estará o som da canção

Da fortaleza de um povo

Com tradição e cultura.

Bem hajam

Filipa Barros

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